Etapas da formação

"É isso que eu quero, isso que procuro, é isso que eu desejo fazer de todo coração! " São Francisco de Assis


1. Acompanhamento vocacional

O acompanhamento vocacional é o primeiro passo para ser um irmão dos Pobres de São Francisco. É o período em que o candidato faz um discernimento de sua própria vocação, interrogando-se sobre seus sonhos e suas motivações para buscar a vida religiosa consagrada. Discernimento vocacional é o processo pelo qual a pessoa chega a realizar, em diálogo com o Deus e escutando a voz do Espírito, as escolhas fundamentais, começando pela do estado de vida. Na base do discernimento podemos encontrar convicções de que o Espírito de Deus age no coração de cada pessoa através de sentimentos e desejos que se vinculam as ideias, imagens e projetos.

O acompanhamento vocacional da Congregação dos Irmãos dos Pobres começa quando o candidato procura nossa Congregação e manifesta seu desejo de ser frade. O primeiro passo pedimos para que preencha um cadastro vocacional que se encontra em nosso site, e no momento oportuno, um dos irmãos, responsável pelo Serviço de Animação Vocacional, inicia o Acompanhamento Vocacional, que consiste em encontros agendados, visitas, correspondências, estudos, retiros e encontros online; tudo para que o candidato conheça melhor os frades e os frades também o conheçam melhor. Nesta etapa não é preciso ter pressa, pois não existe duração determinada para este Acompanhamento. Neste tempo de discernimento o candidato permanece na casa de sua família, dedicando-se a seus trabalhos ou estudos cotidianos, até que ele e o irmão responsável da formação cheguem à decisão madura de que é hora de ingressar na etapa seguinte: o Postulado.

2. Postulantado 

Após os primeiros contatos, visitas e partilhas com a vida franciscana da nossa congregação no Acompanhamento Vocacional, o candidato é convidado a ingressar no nosso Postulado. Nessa etapa, o candidato é acolhido na Casa de Formação e acompanhado pelo irmão responsável da formação que o ajuda de perto no discernimento vocacional. Este tempo é uma oportunidade de o candidato prosseguir a sua formação humana experimentar a vida cristã e fraterna, aprofundando e discernindo melhor a sua vocação num ambiente de corresponsabilidade, abertura e sinceridade. Compreende um período de até dois anos e cumpre um programa de estudos introdutórios específicos, tanto de iniciação à fé cristã e ao carisma franciscano da nossa congregação, quanto de maturidade humana e afetiva.

Impelidos pelo Espírito Santo, os candidatos à nossa Congregação procuram conhecer a vontade de Deus em suas vidas. Querem consagrar-se a Deus, no serviço do próximo, e levar uma vida franciscana. Os candidatos para a nossa Congregação devem ter 18 anos, gozar de boa saúde, ser solteiros, livres de dívidas e de quaisquer compromissos familiares (Const. Art. 51).

3. Noviciado

Alcançados os objetivos no Postulado, o formando é admitido ao Noviciado. Essa etapa constitui a primeira experiência efetiva de Vida Religiosa e, por consequência, os candidatos recebem o nome de "frei" e usam o hábito religioso.

Na etapa do noviciado os candidatos iniciam sua vida na congregação e são introduzidos num mais aprofundado conhecimento e experiência do Evangelho, das exigências da consagração religiosa e do carisma da congregação, até chegar ao dom total de si mesmos na profissão religiosa. (Cf. CIC 646). A finalidade do noviciado é a formação religiosa do noviço para cultivar a responsabilidade pes­soal e, antes de tudo, a vida de oração. Por um estudo sério da Sagrada Escritura e da Teologia da Vida Religiosa, como também da história da Congregação, o noviço procura entender o caracter­ístico da vida franciscana, como ela é vivida em nossa Congregação. O noviciado em nossa Congregação estende-se por um período de dois anos, dos quais um ano completo, constitui-se o ano canônico(Const. Art. 57). No segundo ano de noviciado o candidato pode ingressar nos estudos acadêmicos, aqueles que sentem o chamado para sacerdócio ingressam na filosofia. 

4. Profissão temporária 

Depois de concluído o noviciado, o noviço pode ser admitido à profissão temporária. É um tempo conhecido como Juniorato, é um período onde o candidato busca "aprofundar o relacionamento com Jesus Cristo e crescer na vivência fraterna. Pela profissão religiosa, o irmão assume, em virtude de um voto público, a obrigação de obser­var os três conselhos evangélicos. Ele é consa­grado a Deus pelo serviço à Igreja, e incorporado à Congregação, com direitos e deveres estipulados pelo direito próprio (Cf. c.654). Após três anos de votos temporários, se o juniorista atingiu uma adequada maturidade, e com um ato consciente e livre, pede para doar-se total e definitivamente ao Senhor a nossa Congregação, e é admitido à profissão perpétua. 

5. Profissão perpétua

A profissão final é ato único, pelo qual um religioso se consagra definitiva­mente a Deus, numa expressão contínua de fidelidade a qual é permanente e criativa. Este ato de consagração é a última resposta ao chamado divino para uma vida de oração e serviço. Por ela, o irmão é definitivamente aceito como membro da Congregação (Const. Art. 68).

O chamado à Vida Consagrada como religiosos tem sua importância para a Igreja e a sociedade. Somos chamados a seguir o Mestre em seu jeito de ser pobre, casto e obediente. Para isso pronunciamos os votos de Pobreza, Castidade e Obediência, respectivamente. Vivemos em comunidade, como os primeiros cristãos, pois acreditamos que só nos realizamos bem, na convivência fraterna, como irmãos, em comunidade.